
Nesta recente corrida ao ambientalismo onde todos os humanos parece terem sido dotados de um sentimento perfeitamente sincero relativamente à saúde do nosso planeta e, a cegueira com que são tomadas decisões apenas por terem algum teor de proteccionismo quanto ao ambiente, resulta num demente aproveitamento, por parte de alguns grupos económicos, numa corrida desenfreada ao possível lucro advindo das medidas tomadas pelos governos na promoção das energias limpas.
Desta feita a nossa EDP, como líder no mercado da distribuição de energia (limpa ou não), em conjunto com outras empresas do ramo das tecnologias, realizaram um consórcio com vista à venda, tanto de energia, como de equipamentos para o carregamento de veículos eléctricos. Até aqui nada de anormal, se não tivermos em conta que as tecnologias de carregamento de baterias estão presentes no mercado Europeu e Americano desde a década de 80, embora com uma reduzida implementação devido a baixo número de veículos eléctricos, e que este consórcio tem como objectivo limitar a entrada de qualquer outra empresa neste mercado.
Como assim? Então, a EDP quer continuar a possuir o monopólio da distribuição de electricidade em Portugal, certo? E não dava jeito nenhum que o preço da electricidade caísse dado o aumento da procura. Então a EDP faz um consórcio com umas empresas de tecnologias que fabricarão os equipamentos de carga, aproveita a sua posição dominante no mercado e obriga os consumidores a instalar estes equipamentos que, como serão vendidos pela própria EDP, não serão passíveis de concorrência e o preço da electricidade não baixara nem que o aumento da procura dispare.
Teorias da conspiração? A autoridade da concorrência o dirá!
